Total de visualizações de página

Translate

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Em fim de férias


Ao organizar seu quarto ou escritório, deixe à mão o que vai utilizar todos os
dias e nos locais de menor acesso, o que vai utilizar com menor frequência. No caso

das roupas, ao terminar o inverno, coloque os agasalhos na parte superior do armário
ou nas gavetas de baixo. Quanto aos materiais ou objetos, coloque os livros, cadernos,
apostilas e outros materiais que utiliza pouco, na parte superior da estante ou armário.
Dessa forma, verá diariamente apenas o que é necessário.
Isso tudo tem valor simbólico para o fechamento de um ciclo e reinício de outro
e para a organização mental diária.
Se você tem filhos, após fazer sua parte (lembra do exemplo?), convide-os a
fazer o mesmo. Não precisa brigar. Escolha um dia, antes de um programa legal em
que eles estarão motivados. Programe um lanche para o fim da tarde e convide-os
para a tarefa. Diga-lhes que pretende fazer uma doação a um asilo ou orfanato e
precisa da ajuda deles. Utilize as mesmas dicas oferecidas acima em relação à
organização dos armários e gavetas. Separe com eles, roupas e brinquedos que não
utilizam mais. Importante também não doar apenas aquilo que está bem velhinho,
mas também em bom estado, para desenvolver ainda mais o desprendimento. Ao final
do dia, mostre para eles como seus armários e os deles estão organizados, sentem-se à
mesa para um lanchinho e combine onde e quando levarão as doações.
E os adolescentes? Durante minha experiência profissional, ouvi muitas mães
queixarem-se da desorganização do quarto dos filhos nessa fase. Um dos motivos é
que eles têm maior dificuldade de fechar o ciclo de criança e iniciar o de adulto; estão
na fase intermediária. Se perguntarmos o porquê da bagunça, provavelmente
responderão que se encontram nela, que ficam incomodados quando tudo está muito
organizado. Indisciplina à parte, podemos entender que deixar o quarto daquele jeito é
uma tentativa de ter um espaço diferente dos demais da casa, uma busca de
autonomia. Nos próximos textos poderemos conversar melhor sobre a fase da
adolescência.

Mas a pergunta permanece. E dos adolescentes? Como fazer? Deixar o quarto
bagunçado? Bom, a desordem pode ser natural, o que não quer dizer que no quarto
possam ficar roupas sujas, papéis de bala e salgadinhos jogados no chão. Já vimos
também que brigar não funciona. O máximo que vamos conseguir é que organizem
minimamente naquele dia, mas no outro, o quarto voltará a ser o mesmo. Se desde a
infância ensinamos os filhos a serem responsáveis, na adolescência não será diferente.
Devemos conversar que aquele quarto faz parte de uma casa onde moram outras
pessoas e que ele deve também pensar no coletivo. Devemos incentivar, fazer junto,
mas nunca por eles. Vale um elogio direto quando concluírem a tarefas e até mesmo
com os familiares e visitas, de forma que ele ouça. Sugiro também, dizer que pintará
uma das paredes na cor preferida, quando deixarem o quarto sempre organizado.
Dessa forma, você atribuirá uma responsabilidade e deixará o ambiente mais
agradável e com “a cara deles”.
Após organização dos armários e da casa, boas férias a todos!!!

Imaculada Conceição Braga
Psicóloga
Especialista em Psicopedagogia

Especialista em Saúde Mental nas Práticas Contemporâneas

segunda-feira, 4 de julho de 2016

CONVITE ESPECIAL

CONVITE ESPECIAL





GOVERNO DO ESTADO DO ACRE
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO



ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL EDILSON FAÇANHA


CONVITE ESPECIAL

A Escola Edílson Façanha tem a honra de convidar pais, alunos, funcionários e comunidade em geral do Calafate para prestigiar o Projeto Comunidade Segura a ser realizada no Dia 09 de julho de 2016, no horário de 9h às 13h. Neste evento, estaremos oferecendo os seguintes serviços públicos em parceria com a Secretaria de Segurança e seus parceiros.
1.Entrega de Notas do 2º bimestre
2. Carteira de Identificação (RG/ 1ª via)
3. Médicos Clinico - Geral, medição de glicemia e pressão
4. Oficias de Currículos
5. Oficinas de Pizza e bolos
6. Atividades com os Bombeiros
7. Atividades Culturais (Dança, Música, Karatê e outros
8.Oficina de Arte
9. Cras - recastramento Bolsa família
10. Venda de lanches / Aluno Empreendedor/ 9º ano/formatura 2016)
      11. E outros

Sua presença será um grande prazer.

A Gestão



terça-feira, 28 de junho de 2016

Por que comigo?






- Oh, meu Deus! Olha o tamanho dessa espinha no meu rosto. Como irei assim para a escola? 

Aquela espinha no rosto da vaidosa Tati significava a maior inquietação do dia dela. Nem as notas baixas em matemática lhe afligiam tanto quanto o pontinho vermelho e inflamado em sua face de 15 anos. Ele fragilizava a sua beleza.

- Tati, vamos. Você já está atrasada. Estou lhe esperando.

- Mãe, não posso ir com a senhora. Tenho algo no rosto que o está deformando.

- Como assim?  Retrucou a mãe, assustada.

- Mas... isso é apenas uma pequena espinha, Tati.

- Nada, é um baita de um problema.

- Tati, com ou sem a espinha você vai para a escola.

Tati, chateada, andava de um lado para o outro. Pegava um creme, passava no rosto. Fez uma maquiagem reforçada, mas a espinha continuava ali, incomodando.

Chegando à escola, ela perdeu o chão à medida que suas colegas se aproximavam . Naquele momento, seu desejo era esconder o rosto num saco ou num buraco. A menina transpirava de estresse.

 - Tati, o que você tem? Está tão estranha...

- Ah... está tudo bem, Maria. Não se preocupe. Estou apenas apressada. Respondeu Tati com voz desanimada. Logo, saiu correndo. Mil coisas passavam na sua mente.

- Tati, espera! A aula já vai começar. A nossa sala não fica nessa direção.

- Quem se importa com a aula quando se tem uma espinha enorme no rosto?

Tati, agitada, se refugiou no banheiro. Talvez lá, ficaria longe dos olhos alheios e de certos comentários.  Falava sozinha.

- Não vou entrar na sala desse jeito. De maneira alguma. Achando estar sozinha, se lamenta através da imaginação. Quando de repente quebrou-se o silêncio.

- Tati, o sino já bateu. Por que você não foi para a sala?

- Fica difícil, professora Juliana.

- O que foi?  Brigou com o namorado? Levou uma bronca da sua mãe? Já sei, a mesada foi cortada? Está de castigo sem poder usar o celular?  E por que a mão no rosto?

Com tristeza no olhar, Tati, tirando a mão do rosto, mostra seu desespero.

- Qual é o problema mesmo, Tati? Intrigada, sem perceber a espinha, insiste a professora.

- Essa espinha chata. A senhora não está vendo?

- Nossa, isso não é problema, mocinha. Que exagero para uma simples “carne” pontudinha e vermelhinha. É normal na sua idade. Todos os adolescentes passam por isso. Para quê o desespero?

- Professora, definitivamente essa espinha enfureceu a minha vaidade, a minha beleza. Faço de tudo para não ficar feia. Já planejei até as cirurgias plásticas que irei fazer quando adulta for.

- Que exagero, menina. Pense no seu futuro, na realização profissional, social, individual e familiar.

Tati não ouvia os conselhos da professora e insistia:

- A senhora já teve uma espinha assim?

- Sim.

- E como curou?

- Ah, ela aos poucos foi murchando e sem eu perceber desapareceu.

- Fique tranquila, nem se nota essa espinha no seu rosto. Vá para a sala de aula. Tudo bem?

- Sim. A senhora me convenceu.

- Isso mesmo, se preocupe mais com o seu conhecimento.  Falava Tati para ela mesma.

Depois de pedir licença, meio desconfiada e inibida, Tati sentou-se no fundo da sala. Como de rotina era aula de ciências, no primeiro horário de quarta-feira. Ela fixou os olhos para o quadro e leu, pausadamente: “A alimentação saudável traz benefícios para a pele”. Seus olhos arregalados e seu semblante assombrado indignaram-se.

- Aff, essa situação continua me sufocando.


Aluna: Larissa Ferreira Gomes – 9º “E”
Professora: Francisca Freitas Da Silva Pinheiro.
Escola: E. F. Edilson Façanha -Rio Branco – AC, 2015 .

A busca pela perfeição física






Estamos no auge da busca incessante pela perfeição física. Pessoas de todas as idades estão insatisfeitas com suas aparências de modo geral. Com isso, exageram nas cirurgias plásticas e mesmo assim, não ficam totalmente contentes e saciadas no quesito “beleza física”.

Procuram ficar parecidas com o artista favorito e até com o boneco predileto, como no caso do “Quen humano”: o rapaz que passou por procedimentos “loucos” para se igualar a um boneco, literalmente.

Mas, tudo tem um preço. E o preço desse exagero são complicações na saúde, pois o corpo pode não suportar muitas intervenções. Temos como exemplo, a famosa Andressa Urack, que por uma aplicação de hidrogel nas coxas, passou por uns “mals bocados”, por conta de uma inflamação forte, causada por bactéria. Incluindo a esse caso, lembremo-nos do líder de transformações, o cantor pop Michael Jackson. Ele também passou por várias complicações.

Por fim, é preferível ser perfeito naturalmente a procurar uma beleza forçada, manipulada e mantida por meios arriscados.



Aluna: Antônia Paula da Silva- 9º “D”.
Professora: Francisca Freitas Da Silva Pinheiro.
Escola: E. F. Edilson Façanha -Rio Branco – AC, 2015