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Livro Escritores da Periferia

Livro Escritores da Periferia
Uma produção dos alunos da escola Edílson Façanha

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Avaliações em foco

A avaliação da aprendizagem escolar no Brasil, hoje, em geral, está a serviço de uma pedagogia dominante que, por sua vez, serve a um modelo social dominante, o qual, genericamente, pode ser identificado como modelo social liberal conservador. A sociedade prevê e garante aos cidadãos os direitos de igualdade e liberdade perante a lei. Cada indivíduo pode e deve, com seu próprio esforço, livremente, contando com a formalidade da lei, buscar sua auto-realização pessoal, por meio das conquistas e do usufruto da propriedade privada e dos bens. As pedagogias que buscavam a hegemonia, as quais se definiram historicamente nos períodos subseqüentes à Revolução Francesa estiveram e ainda estão a serviço desse modelo social. Em vista disso, a avaliação educacional em geral e a da aprendizagem em específico, contextualizadas dentro dessas pedagogias, estiveram e estão instrumentalizadas pelo mesmo entendimento teórico-prático da sociedade.
Pode-se dizer que o modelo liberal conservador da sociedade produziu três pedagogias diferentes, mas relacionadas entre si e com um mesmo objetivo: conservar a sociedade na sua configuração. A pedagogia tradicional, centrada no intelecto, na transmissão de conteúdo e na pessoa do professor; a pedagogia renovada ou escolanovista, centrada nos sentimentos, na espontaneidade da produção do conhecimento e no educando com suas diferenças individuais; e, por último, a pedagogia tecnicista, centrada na exacerbação dos meios técnicos de transmissão e apreensão do modelo liberal conservador da sociedade, tentando produzir, sem o conseguir, a equalização social, a qual não pode ser atingida pois o modelo social não o permite. LUCKESI (1998, p.30) diz que o modelo social conservador e suas pedagogias respectivas permitem e procedem renovações internas ao sistema, mas não propõem e nem permitem propostas para sua superação, o que, de certa forma, seria um contra-senso. Nessa perspectiva, os elementos dessas três pedagogias pretendem garantir o sistema social na sua integridade.
Outras concepções pedagógicas surgem, a partir da opção por um outro modelo social, em que a igualdade entre os seres humanos e a sua liberdade não se mantivessem tão somente ao nível da formalidade da lei, mas que se traduzissem em concretudes históricas. A partir desses conceitos uma nova pedagogia surgiu para este modelo social, tentando traduzir este projeto histórico em prática educacional. É a pedagogia libertadora, fundada e representada pelo pensamento e pela prática pedagógica inspirada nas atividades do professor Paulo Freire, a qual é marcada pela idéia de que a transformação virá pela emancipação das camadas populares, que define-se pelo processo de conscientização cultural e política fora dos muros da escola. Têm-se também manifestações de uma pedagogia libertária, representada pelos anti-autoritários e autogestionários e centrada na idéia de que a escola deve ser um instrumento de conscientização e organização política dos educandos e, por último, mais recentemente, está se formulando em nosso meio a chamada pedagogia dos conteúdos socioculturais, representada pelo grupo do professor Dermeval Saviani, centrada na idéia de igualdade, de oportunidade para todos no processo de educação e na compreensão de que a prática educacional se faz pela transmissão e assimilação dos conteúdos de conhecimentos sistematizados pela humanidade e na aquisição de habilidades de assimilação e transformação desses conteúdos, no contexto de uma prática social.

A prática da avaliação escolar, dentro do modelo liberal conservador, terá de, obrigatoriamente, ser autoritário, pois esse caráter pertence à essência dessa perspectiva de sociedade, que exige controle e enquadramento dos indivíduos nos parâmetros previamente estabelecidos de equilíbrio social, seja pela utilização de coações explícitas ou pelos meios de comunicação. A avaliação educacional será, assim, um instrumento disciplinador não só das condutas cognitivas como também das sociais, no contexto da escola. Ao contrário, a prática da avaliação nas pedagogias preocupadas com a transformação deverá estar atenta aos modos de superação do autoritarismo e ao estabelecimento da autonomia do educando, pois o novo modelo social exige a participação democrática de todos. Isso significa igualdade, fato que não se dará se não se conquistar a autonomia e a reciprocidade de relações.
A atual prática da avaliação escolar estipulou como função do ato de avaliar a classificação e não o diagnóstico, como deveria ser. Ou seja, o julgamento de valor, que teria a função de possibilitar uma nova tomada de decisão sobre o objeto avaliado, passa a ter a função estática de classificar um objeto ou um ser humano histórico num padrão definitivamente determinado. Do ponto de vista da aprendizagem escolar, poderá ser definitivamente classificado como inferior, médio ou superior. Classificações essas que são registradas e podem ser transformadas em números e, por isso, adquirem a possibilidade de serem somadas e divididas em médias. Será que o inferior não pode atingir o nível médio ou superior? Todos os educadores sabem que isso é possível, até mesmo defendem a idéia do crescimento. Todavia, parece que todos preferem que isto não ocorra, uma vez que optam por, definitivamente, deixar os alunos com as notas obtidas, como forma de castigo pelo seu desempenho possivelmente inadequado. Assim, o ato de avaliar não serve como pausa para pensar a prática e retomar a ela; mas sim como um meio de julgar a prática e torná-la estratificada. De fato, o momento de avaliação deveria ser um "momento de fôlego" na escalada, para, em seguida, ocorrer a retomada da marcha de forma mais adequada, e nunca um ponto definitivo de chegada, principalmente quando o objeto da ação avaliativa é dinâmico como, no caso, a aprendizagem. Com a função classificatória, a avaliação não auxilia em nada o avanço e o crescimento. Somente com uma função diagnóstica ela pode servir para essa finalidade.

A utilização, na prática pedagógica, de uma avaliação classificatória, desconsidera o educando como sujeito humano histórico, julgando-o e classificando-o, ficando para o resto da vida, do ponto de vista do modelo escolar vigente, estigmatizado, pois as anotações e registros permanecerão, em definitivo, nos arquivo e nos históricos escolares, que se transformarão em documentos legalmente definidos.
Para que a avaliação educacional escolar assuma o seu verdadeiro papel de instrumento dialético de diagnóstico para o crescimento, terá de se situar e estar a serviço de uma pedagogia que esteja preocupada com a transformação social e não com a sua conservação. O educador, no intuito de dar um novo encaminhamento para a prática da avaliação escolar deverá estar preocupado em redefinir ou em definir propriamente os rumos de sua ação pedagógica, pois ela não é neutra, inserindo-se num contexto maior e estando a serviço dele. O primeiro passo fundamental para que isso ocorra é assumir um posicionamento pedagógico claro e explícito, de tal modo que possa orientar o planejamento, a execução e a avaliação.

Sendo o professor um representante dos modelos e valores "universalistas", deve garantir a todos os alunos uma "igualdade de partida" e "oportunidades reais" para que estes revelem as suas capacidades, "recompensando o êxito de qualquer um que se mostre capaz". A escola é, assim, a agência de socialização na qual as crianças experimentam pela primeira vez um sistema institucionalizado de diferenciação com base na realização individual a qual procura incutir a aceitação das regras de competição próprias da estrutura.
Para o escritor Robert Dreeben; a escola visa, sobretudo a socialização para o trabalho através da valorização de atitudes de "independência" e individualismo, pois cada um deve ser avaliado em relação a suas próprias capacidades, uma vez que as expectativas quer do ensino superior, quer dos empresários, são as de que se possa exatamente o que cada um é capaz de fazer por si próprio.
Não que as avaliações devam ser somente individual, pois o coletivo ensina, a divisão a união, mais os alunos não devem ser acostumados a dividir responsabilidades. Mesmo quando a escola proporciona oportunidades para que os alunos vivenciem situações de cooperação, são as avaliações individuais em ultima analise contam o que revela a preocupação em incutir a "independência" tão necessária no futuro, para que cada um saiba assumir suas responsabilidades e desempenho das suas tarefas.
Ao avaliar "o produto de um individuo como um produto individual", mesmo quando este é fruto de um trabalho coletivo a dificuldade dos professores em avaliar trabalhos de grupo ou em considerar que os produtos coletivos desses trabalhos possam ser determinantes em termos de classificação, a escola contribui para separar "o homem do outro homem" que é uma das condições da própria alienação. Mas não fica por aqui a relação entre avaliação e alienação. Através da avaliação o trabalho dos alunos pode ser entendido ou representado como tendo características da produção mercantil, isto é, através da avaliação estabelece-se um valor de troca.
O que é avaliado é o potencial de trabalho de cada um e este é comparado com o dos outros e trocado por classificações, graus, certificados ou diplomas. A alienação resulta da percepção de que o trabalho escolar não é para ser apropriado por quem o realiza mas para ser entregue a um avaliador. O sentimento de que o trabalho escolar individual é uma simples mercadoria configura, assim, uma outra importante relação entre a avaliação e alienação.
Sendo a avaliação um dos processos pedagógicos mais importantes, pode-se, por analogia, que a escola socializa através da avaliação, mas não de uma maneira mecanicista. Assim, as diferentes modalidades de avaliação terão, elas próprias, impactos muitos diferentes na socialização dos indivíduos em escolarização e nem todas serão igualmente funcionais para o mundo do trabalho.
A inadequação das formas de avaliação escolas tradicionais face às exigências da produção, e à necessidade da sua compatibilizarão no contexto escolar.

As concepções que regem as ações de todas as pessoas envolvidas no processo de avaliação, sejam elas alunos, família ou profissionais da educação são direta e indiretamente influenciadas pela sociedade capitalista na qual se vive. 
No final do século XIX, quando o capitalismo sofreu sua primeira grande crise pela falta de demanda de produtos industrializados e fortes lutas dos trabalhadores organizados, houve um grande investimento em tecnologia e o aperfeiçoamento do modelo de produção. Este aperfeiçoamento tem como modelo a produção taylorista/fordista que baseava-se na organização padronizada e na produção em série e, conseqüentemente, na fragmentação do processo. Controlava também a maneira de pensar (racionalidade positiva), contribuindo assim, na alienação do trabalhador. Essas práticas estão fortemente presentes no modelo de avaliação encontrado nas escolas hoje, mesmo tendo a sociedade passado pelo modelo de produção flexível (toyotismo), ao final do século XX. Quando a escola assume um processo de avaliação que atribui uma nota ou cômputo de pontos acumulativos, como se a avaliação fosse um processo isolado de todo caminho percorrido pelo aluno na construção do conhecimento. Esse aluno assume a postura do "operário executor passivo", ou seja, aquele que tudo realiza sem questionar...

A maneira como a escola avalia é o reflexo da educação que ela valoriza. Essa prática deve ser capaz de julgar o valor do aluno e possibilitar que ele cresça, como indivíduo e como integrante de uma comunidade. A avaliação é uma janela por onde se vislumbra toda a educação. Quando indagamos a quem ela beneficia, a quem interessa, questionamos o ensino que privilegia. Quando o professor se pergunta como quer avaliar, desvela sua concepção de escola, de homem, de mundo, e sociedade. Numa prática positivista e tecnicista há uma ênfase na atribuição de notas e na classificação de desempenho, em testes e provas com resultados quantitativos e numéricos. Nela, o mais importante é o produto. Ou seja, reflete uma educação baseada na memorização de conteúdos. Já a avaliação qualitativa se baseia num paradigma crítico e visa à melhoria da qualidade da educação. Sua ênfase é no processo. Ela reflete um ensino que busca a construção do conhecimento.
A avaliação terá seu sentido mais autêntico e significativo se tiver articulação com o projeto político-pedagógico da escola. É ele que dá significado ao trabalho docente e à relação professor-aluno. O projeto pedagógico funciona a partir da ação do professor que realiza um trabalho sério e comprometido sobre a avaliação da aprendizagem em seu espaço de sala de aula. A autonomia docente existe e, graças a ela, as escolas avançam. Existem educadores que conseguem colocar em prática suas propostas, às vezes até transgredindo uma sistemática. Num processo de avaliação da aprendizagem há um foco no todo, no coletivo. Mas há também um outro, nos dois protagonistas principais, que são o professor e o aluno. O primeiro precisa identificar exatamente o que quer e o segundo tem de ser parceiro. Hoje em dia o processo de negociação num trabalho de avaliação é fundamental. Essa negociação pressupõe a discussão coletiva de critérios. Assim como é fundamental explicitar os objetivos da avaliação para a classe, é preciso também mostrar os resultados. O estudante não pode ficar sem saber como se saiu. Sempre é preciso analisar o processo desenvolvido em termos de ensino-aprendizagem. A avaliação deve ser encarada como uma reorientação para uma aprendizagem melhor e para a melhoria do sistema de ensino. Além disso, todo professor deve ficar atento aos aspectos afetivos e culturais do estudante, não só aos cognitivos, pois os processos de avaliação vêm impregnados de emoções e aspirações. Durante muito tempo, analisou-se a avaliação desvinculada desse fator de afetividade e o que ocorria era uma análise imperfeita, porque há uma dialética entre o afetivo e o cognitivo. Os indicadores de afetividade permeiam a relação com a criança e seu desempenho. Eles estão claros no entusiasmo e na paixão ao apresentar o resultado de uma pesquisa, ao descobrir a solução de um problema, ao vibrar com um trabalho realizado. Para que eles sejam levados em conta, a observação é fator essencial.
Não existe fórmula pronta para que o professor realize uma boa avaliação. Se são dadas diretrizes claras, o professor faz seu caminho, graças à sua criatividade. Esses recursos devem ser, além de diversificados, participativos, democráticos, relevantes, significativos e rigorosamente construídos. Diversificando os instrumentos é possível abranger todas as facetas do desempenho de um estudante.
A avaliação sempre está relacionada com o poder na medida em que significa controle. Num modelo tecnicista, em que se privilegia a atribuição de notas e a classificação dos estudantes, ela é ameaçadora, uma verdadeira arma. O poder está no cerne da avaliação e pode ser um instrumento de dominação, despertando medo. Para que seja produtiva, a avaliação deve ser um processo dialógico, interativo, que visa fazer do indivíduo um ser melhor, mais criativo, mais autônomo, mais participativo. A mesma precisa levar a uma ação transformadora e também com sentido de PROMOÇÃO social, de coletividade, de humanização. A história pessoal do professor e o jeito como ele foi avaliado quando era estudante iluminam sua maneira de atuar. Depois, essa marca de identidade vai sendo modificada com a formação, apesar de que os professores, no geral, não têm acesso a pesquisas e seus resultados, tentando apenas acompanhar livros e periódicos.
A escola brasileira ainda é excludente e são altos os índices de reprovação. Os ciclos dão um tempo para a criança que não é necessariamente traduzido por bimestre ou semestre, partindo de onde ela está e fazendo sempre com que progrida continuamente. Esse sistema, porém, só pode ser bem-sucedido se forem garantidas algumas condições, como uma nova proposta pedagógica que valorize a articulação com a comunidade. Além disso, é essencial dar um novo papel ao professor e garantir a ele uma boa formação contínua, com ênfase no trabalho coletivo. Os professores que usam inadequadamente a avaliação só o fazem porque não estão devidamente preparados.

Não podemos discutir avaliação a partir do interior da escola como querem muitos autores. Precisamos perceber que a avaliação feita na escola decorre dos objetivos fixados e estes são fixados, principalmente, a partir da sociedade concreta na qual a escola esta inserida. Se é uma escola capitalista, com certeza expressará os objetivos da escola capitalista bem pautada nos princípios liberais. 
Se perguntarmos aos profissionais da educação ou buscarmos os objetivos expressos em qualquer projeto político pedagógico das escolas nos parecerá que todos têm uma causa nobre em defesa do ser humano, porém, ao analisarmos o "processo de avaliação" perceberemos os objetivos não proclamados pela escola.

Alguns mitos rondam a avaliação praticada nas escolas ( SEED, 1993 ).
a) para alguns, a condição social do aluno é que determina a sua inteligência, sua capacidade de aprender. Assim, o fracasso na escola se justifica pela condição social menos favorecida. Ora, vários estudam mostram que se não há prejuízos orgânicos irreversíveis (causados pela desnutrição, por doença) todo ser humano pode avançar na construção do conhecimento. A qualidade das interações que se estabelecem é que definirão a qualidade do processo de construção do conhecimento. Portanto, o problema não estaria nos resultados da avaliação ou na situação social do aluno, mas sim no processo;
b) Para alguns o fracasso escolar se justifica pelas condições de trabalho presentes no interior da escola – professores sobrecarregados, superlotação das salas, disciplinas difíceis ( português, matemática, química, biologia e física), o desinteresse dos alunos;
c) Organização dos espaços e tempos educacionais, imposição da estrutura burocrática (bimestralidade, carga horária muito pequena por disciplina, grades curriculares), regulamentos (impede Segunda chamada de prova porque não tem justificativa, o aluno não poder ser avaliado porque foi suspenso, horários inadequados para aluno, trabalhador...). 
d) A idéia de que sempre foi assim e é impossível mudar e a solução fogem das mãos da escola. 
FREITAS (1995, p. 143 a 258) apresenta o resultado de ALGUMAS PESQUISAS feitas sobre avaliação com dados que devem nos levar a algumas reflexões: 
a) Os professores apontaram como finalidade de avaliação: verificar se o aluno aprendeu o conteúdo, verificar os pontos fortes e fracos para atuar/mudar método, avaliar nível de desempenho dos alunos, promover o desenvolvimento do aluno, verificar se o aluno atingiu os objetivos, verificar se o aluno tem os pré- requisitos, cumprir formalidades e conceituar o aluno. 
b) As técnicas mais usadas pelos professores para avaliar: trabalhos (em classe e fora dela), observação de desempenho,
provas escritas, participação e interesse do aluno. 
c) outras constatações:

    • 80% dos professores não elaboram critérios para correção das avaliações antes de efetua-las, 75% dos professores não comunicam aos alunos os critérios de avaliações, 58% admitem promover ou não seus alunos com base em juízo geral (presença de componente informal);
    • há discrepância entre o que se ensina e o que se cobra;
    • os alunos pensam que muitos professores abusam do poder ao avaliar, que usam avaliação para impor disciplina, que demonstram tendenciosidade ao avaliar os alunos, que geralmente estudam para a prova, avaliação serve para classificar e que nada é feito para reverter as falhas, que a avaliação é unilateral ( só o aluno é avaliado).
Devemos responder a duas questão importante: para que avaliamos e o que fazemos com os resultados desse processo? Poderíamos analisar então, os tipo de avaliação: 
a) avaliação diagnóstica: fazemos está avaliação quando queremos verificar como está o processo de construção do conhecimento, se nossos métodosestão dando resultado efetivos e a partir destas constatações tomarmos decisões sobre a continuidade do nosso trabalho. Não seria inteligente da parte de um médico se diagnosticasse a doença do paciente e nada fizesse para cura-lo: 
b) avaliação classificatória: utilizamos essa forma simplesmente para separar os que sabem e os que não sabe, para aprovar ou reprovar;
c) avaliação formativa: após avaliar o processo como um todo, realimentaremos o processo para sanar falhas e atingir objetivos proposto sempre priorizando a "contrição" e não o resultado. 
Para que os modelos de avaliação adotado pelos órgãos públicos através do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) tem sido meramente classificatórios. Devemos lembrar a posição irônica que assumimos quando o processo de avaliar não faz parte do processo ensino aprendizagem, mas ensinamos para avaliar. É o que vem acontecendo: temos feitos verdadeiros cursinhos preparatórios para o ENEM, para o vestibular... Quando tudo isto não existir, ensinaremos para que? Outra ironia é que quando nossa escola recebe um bom conceito aí aceitamos o resultado, quando não, passamos a criticar os órgãos oficiais. 
Há ainda a necessidade de se verificar, quando analisamos os instrumentos de avaliação, que processos mentais exigimos dos alunos: memorização, associação, comparação, explicação, análise, síntese, proposição de alternativas.
Constantemente nos perguntamos: por que é tão difícil mudar o processo de avaliação? Um dos pontos que explicam esta cristalização em posturas tradicionais é porque a forma de avaliar não representa apenas uma conduta profissional mas como concebemos a sociedade e o ser humano, como entendemos nosso papel como profissionais da educação e o papel da escola.

Análise das respostas do questionário
Através do questionário sobre avaliação aplicado em algumas Escolas Municipais de Cascavel, concluiu-se que a avaliação é realizada de forma contínua, diagnóstica, observando-se a participação em sala de aula, assiduidade das tarefas, apresentação oral e escrita na forma somatória bimestral.
O trabalho realizado com os alunos que não atingiram o objetivo esperado é um redirecionamento prático, recuperação paralela e atendimento individual. O erro do aluno é trabalhado de forma a retomar a questão errada com material concreto, dando oportunidade para reconhecimento do seu erro de forma construtiva.
Observou-se que a maioria das escolas aplica o modelo imposto pelo sistema. O objetivo da avaliação na escola é medir o aprendizado do aluno pela assimilação dos conteúdos trabalhados revendo a prática pedagógica do educador. Os instrumentos de avaliação utilizados garantem para alguns professores um resultado positivo, porém, para outros apenas é levado em conta o processo e não os resultados.
A avaliação manifesta uma forte tendência à classificação do aluno e ao estímulo a submissão do poder, porém nas escolas não é visto como processo de classificação, havendo uma conscientização do aluno quanto a importância do estudo.
Com relação a participação dos pais e alunos no processo de avaliação, a escola participa os resultados da avaliação através de documentos (boletins e relatórios), dando abertura para questionamentos.

A avaliação é uma atividade permanente no trabalho do professor, acompanhando passo a passo no processo ensino aprendizagem. Pela avaliação é possível analisar os resultados objetivos pelo aluno comparando –os aos objetos propostos, verificando os progressos e dificuldades . Os resultados da avaliação são transformados em notas ou conceitos.
Os resultados da avaliação, no entanto, não se resume apenas ás provas transformadas em notas . Estas servem apenas para apreciação qualitativa.
A avaliação deve cumprir algumas funções que atuam interdependentes:

    • Função pedagógica –didática: avalia o cumprimento dos objetivos gerais e específicos da educação. Comprovando sistematicamente os resultados do ensino, pode-se constatar ou não o atendimento das finalidades sociais do ensino que é o processo global de transformação social.
    • Função diagnostica: muito importante pais possibilita identificar os progressos e dificuldades que ocorrem durante o ano letivo.
    • Função de controle: refere-se com que freqüência as verificações dos resultados qualitativos são objetos (bimestral, semestral ) de acordo com a proposta da escola.
A avaliação não deve ser feita isoladamente, deve sim, estar atrelada continuamente ao processo de ensino e aprendizagem. A verificarão previa dos conhecimentos do aluno, possibilita avançar ou retroceder nos planos de ensino, encaminhando o trabalho, sem perder tempo com conteúdos já assimilados, ou QUEIMAR etapas , deixando de trabalhar conteúdos que deveriam já terem sidos estudados e ou compreendidos.
A avaliação deve ser, clara de objetiva, coerente aos conteúdos estudados e objetivos propostos. Para tanto, devem ser aplicados instrumentos e técnicas diversificadas , para verificar os conhecimentos adquiridos, respeitando as capacidades de cada aluno. Serve ainda para informar ao professor se o seu trabalho esta sendo claro ou deve ser revisto, mudando suas atitudes e metodologias.
A avaliação da aprendizagem vem se constituindo um sério problema educacional, causando estragos da prática classificatória e excludente ocasionando altos índices de reprodução e evasão escolar.
Buscando mudar esse quadro o assunto esta sendo discutido em mantenedoras públicas ou privadas com o objetivo de reverter esse quadro.
Para assumir um caráter transformador a avaliação deve estar comprometida com a PROMOÇÃO da aprendizagem
(desenvolvimento) por parte dos alunos e não de uma mera constatação e classificação de resultados.
Faz-se necessário então estudar a intencionalidade que o professor atribui à avaliação no seu cotidiano, ou seja, a intenção do professor ao aplicar a avaliação.
As avaliações feitas pelos alunos são expressões da síntese do conhecimento que atingiram. Se não chegarem a um nível satisfatório não devem ser punidos, mais retrabalhados e solicitados a que elaborem uma nova, mesmo que retomem a
anterior como ponto de partida.
Uma prática bastante interessante é o professor interagir com o trabalho dos alunos até que chegue a um nível satisfatório: o aluno entrega a atividade, o professor analisa, faz sugestões e o aluno reelabora, desta forma há uma mudança na relação.
É necessário mudar a essência, postura, concepção, e não é não só a aparência, de nada adianta mudar a cor da caneta ou o nome da prova.
Por ter algum problema de aprendizagem o aluno é visto como incompetente, indisciplinado, lento, fraco por alguns professores que em sua formação aprenderam a perceber no aluno apenas o erro e não o acerto. Sem levar em conta que é com erro que se aprende.
É comum o professor ficar preocupado apenas em cumprir o programa, mesmo que os alunos não aprendam o conteúdo, pois seu cumprimento será cobrado no final do ano pela direção escolar, o programa deveria estar a serviço a aprendizagem e desenvolvimento e não ao contrário.
O professor preocupado com a mudança no processo de avaliação deve comprometer-se efetivamente com a aprendizagem de todos os alunos, com a efetiva democratização do ensino. Rompendo com a ideologia e práticas de exclusão, deixando de lado a avaliação classificatória como alternativa pedagógica.
O importante é aprender e não dar conceitos, notas, pontinhos, buscando um ensino não seletivo mas de qualidade para todos.
Faz-se necessária a avaliação do aluno, mas também da prática do professor, da organização da escola, do currículo, da participação da comunidade, das condições de trabalho, enfim tudo aquilo que está envolvido no processo de ensino aprendizagem.
Confunde-se "avaliar o aluno como um todo" com querer que a nota exprima o todo, ou seja acaba se desejando que a nota expresse a avaliação como um todo e se esquece de que a nota é a concretização da distorção da avaliação no sistema escolar. O intuíto não é o aluno "tirar nota" e sim "aprender", já que ainda existe nota, que ela possa ser utilizada realmente como um indicador para o professor da necessidade de retomada.
Um bom professor é o que leve em conta a realidade do aluno mobilizando-o para o conhecimento.
A avaliação deve ser empregada a fim de que o professor tenha um indicador de aprendizagem que possa orientar o seu trabalho. Não cabe ao professor querer através da nota avaliar a "capacidade", a pessoa, o ser do aluno. O importante é não deixar que a nota venha distorcer e atrapalhar o trabalho de formação do aluno por parte do professor.
É preciso enfatizar que a finalidade principal deste tipo de prática não é arrumar mais formas de "gerar nota" para o aluno, mas poder acompanhar efetivamente o processo de conhecimento e fazer as retomadas necessárias.
Na avaliação tradicional o mais comum é que o professor não conseguindo motivar o aluno para o trabalho, comece a usar a nota como um instrumento de pressão para obter a disciplina e a participação, mantendo a alienação do aluno. 
Para que a avaliação deixe de ser tão temida o aluno deve saber como está sendo avaliado, de onde vai surgir a nota ou conceito deixar muito claro os critérios e procedimentos adotados. Estabelecendo previamente o critério de correção e análise da avaliação.
A discussão sobre o instrumento preparado pelo professor, no sentido de ajudá-lo a refletir a respeito do que ele quer, o que de fato está exigindo dos alunos, se é o essencial, se a forma está apropriada, pode ser um caminho para a conscientização.

A educação tem sofrido várias mudanças e as escolas estão tendo maior autonomia para decisões, inclusive na questão da avaliação e as escolas não podem ficar fora desse processo. 
A avaliação não serve para avaliar somente o aluno, mais também serve para avaliar o professor e sua equipe pedagógica. As escolas elaboram os procedimentos de condução de seus trabalhos. "Apesar de as normas regimentais serem comuns aos vários sistemas, a escola pela nova LDB, é responsável pela elaboração dos seus próprios regimentos". (Avaliação Dialógica Desafios e Perspectiva, José Eustáquio Romão, p. 8).
As escolas devem lutar por aberturas no sentido de terem mais espaços para tomada de decisões.
Esse processo de mudança não deve ser aceita pro uma minoria, todos os professores e demais membros das escolas devem buscar essas mudanças para que haja um ensino com qualidade e não uma mera soma de quantidades que se resumem em notas e aprovações ou reprovações, temos que buscar além de tudo o prazer em dar aula e o aluno o prazer por estudar.
A avaliação precisa ser analisada em dois níveis, os efeitos dentro da sala de aula e objetivos propostos pela escola e o que essa avaliação traz de positivo e negativo. Os educadores preocupados em vencer o conteúdo e cobra-los nas avaliações, ocultando o debate crítico e fazem com que a avaliação não tenha objetivo se tornando uma mera reprodução de conhecimento transmitido pelo educador.
O planejamento é de suma importância para que o professor consiga atingir seus objetivos, havendo uma ligação entre conteúdo e a avaliação aplicada.
Dentro do processo, existe a avaliação formal e informal, segundo o autor Luiz Carlos de Freitas, Critica da Organização do Trabalho Pedagógico e Didático, pág 145. "A avaliação informal que ocorre ao longo do caminho da avaliação formal; aparecendo tanto como registro como comentários, contribuindo parcialmente aos comentários formais, fornecendo as bases para feedback sobre o desempenho e implicando um preditor ou provável desempenho na avaliação formal".
A avaliação formal são práticas usadas para oficializar uma avaliação usando a nota e o informal são atividade que não são estipuladas a nota em si.
O tipo de avaliação usada nas escolas são: Preparados pelos próprios professores como: Múltipla escolha, verdadeiro e falso, combinar, testes de completar com respostas curtas, testes pré-fabricados incluindo testes padronizados, testes que fazem parte do livro didático, tudo isso fazendo com que o aluno mostre sua competência.

AFONSO, Almerindo Janela. Avaliação educacional – regulação e emancipação: para uma sociologia das políticas avaliativas contemporâneas. São Paulo: Cortez, 2000.
FREITAS, Luiz Carlos de. Crítica da organização do trabalho pedagógico e da didática. Campinas, SP: Papirus, 1995.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1991.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 7. ed. São Paulo: Cortez, 1998.
PR/SEED. Avaliação escolar: um compromisso ético. Curitiba: SEED, 1993. 
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Concepção Dialética-Libertadora do Processo de Avaliação Escolar. São Paulo: Libertad, 1994.



Trabajo enviado por:
Giani Marques dos Passos
dezembro/2001

domingo, 6 de julho de 2014

CALENDÁRIO 2º BIMESTRE

ESCOLA E.E..F. EDÍLSON FAÇANHA

Atenção alunos, professores e pais!



Calendário de Avaliações do 2º Bimestre

Segunda-feira – 07/07 3º e 4º horários Ciências e Religião

Terça-feira - 08/7 1º e 2º horários Matemática. Observações: 1º e 2º turnos farão provas pela manhã, sendo o 1º de 7h-9h e o 2° 9h15-11h15
.
Quarta-feira 09/7 3º e 4º horários História

Quinta-feira 10/7 3º e 4º horários Geografia e Inglês

Sexta-feira 11/7 3º e 4º horários Português

Grupo de Estudo 12/7 Manhã – 8h-12h: Oficina de Transversalização dos Descritores. Observações:todos os professores de todas as disciplinas devem estar presentes, pois faz parte de nosso planejamento Vertical e avaliação anual.

Calendário de Avaliações de Recuperação

Segunda-feira – 14/07 Entrega de Notas do 2º Bimestre. Observações: Todas as Disciplinas Liberar os alunos que obtiverem notas acima de 7,0 em todas as disciplinas.

Terça-feira - 15/7 3º e 4º horários História e Inglês

Quarta-feira 16/7 3º e 4º horários Matemática

Quinta-feira 17/7 3º e 4º horários Geografia e Ciências

Sexta-feira 18/7 3º e 4º horários Português

Sábado 19/9 Comunidade em geral Ação Social – Ministério Público

Recesso Escolar 21/7 a 04/8/2014 1º e 2º Turnos. Observação: Entrega de Notas/canhotos só no retorno do recesso junto a coordenação.

Sucesso colegas e alunos

A coordenação

sexta-feira, 27 de junho de 2014

BRASIL X CHILE, VENHA QUE VENHA, BRASILLLLLLLLLLLLLLLLL

Por Ercio Bamberg

A copa do mundo chega a sua reta final, após uma fase de grupos acima das expectativas dos fãs mais otimistas. Agora nas oitavas de final, Brasil e Chile jogam a sobrevivência na competição, pois a partir de agora quem perde é eliminado. Neste artigo vamos fazer uma analise das duas equipes e apontar algumas apostas esportivas disponíveis na casa de apostas 188bet.com, site que opera no Brasil sem burocracia para depósito e saque.
O Brasil é considerado pela maioria dos especialistas e torcedores a seleção favorita a vencer o mundial, um pouco pelo fator casa, um pouco pelo fator Neymar Jr., e outro tanto pela tradição da equipe brasileira, seleção com mais títulos mundiais. A campanha até aqui não é das mais empolgantes, 2 vitórias e 1 empate, 7 gols marcados e 2 gols sofridos, um pouco menos do que se esperava, especialmente pela dificuldade que enfrentou para superar a Croácia e por não ter conseguido vencer o México. Para o jogo contra o Chile, equipe considerada mais forte que as 3 que o Brasil enfrentou até aqui, o técnico Felipão irá promover a alteração que os torcedores e analistas estão pedindo, Fernandinho no lugar de Paulinho. O retrospecto para o Brasil é bastante vantajoso contra o Chile, pois perdeu para o rival apenas 7 vezes em 69 jogos. A escalação brasileira para este jogo deverá ser Júlio César, Dani Alves, David Luiz, Thiago Silva, Marcelo, Luiz Gustavo, Fernandinho, Oscar, Hulk, Neymar Jr., Fred.
O Chile entrou na copa do mundo esperando lutar pela classificação contra as gigantes Espanha e Holanda como azarão, mas já na segunda rodada já tinha garantido sua classificação após vencer a Austrália (3×1) e eliminar a Espanha (2×0), com um futebol consistente e grande apoio de sua torcida, que está confiante até mesmo em título mundial, algo inédito na historia chilena. O único revés do Chile nesta primeira fase foi contra a Holanda, quando perdeu por 2×0 na ultima rodada da primeira fase, assegurando a equipe na segunda colocação do grupo B. Os destaques da equipe neste mundial tem sido os atacantes Vargas e Alexis Sanchez, e ainda o meio-campista Vidal, além do goleiro Bravo, que foi anunciado como novo reforço do Barcelona. O Chile vem tentando fazer um jogo psicológico antes da partida, dizendo que teme que os árbitros ajudem o Brasil a vencer, esperando que isso acabe ajudando o Chile no final das contas. A escalação dos chilenos deve ser Bravo, Isla, Silva, Medel, Jara, Mena, Diaz, Aranguiz, Vidal, Sanchez e Vargas, e ainda tem Valdivia no banco de reservas, jogador do Palmeiras que conhece bem o estilo de jogo brasileiro.
Para as casas de apostas, o favoritismo é todo do Brasil, e a vitória dos donos da casa pagam a cotação de 1.50, contra 4.00 para que o jogo termine empatado, e 5.40 para que o Chile consiga uma vitória histórica sobre o Brasil. Para os que acreditam que o Brasil vai confirmar o favoritismo, apostas 100 reais na vitória brasileira rende 50 reais de lucro.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Culminância do Projeto Copa do Mundo


atenção Pessoal,





Semana de Culminância do Projeto Interdisciplinar Copa do Mundo: Apresentação dos trabalhos e avaliação pelos professores-padrinhos, dias 26 (6º e 7º anos) e 27 (8º e 9º anos) de junho de 2014. 

Parabéns aos alunos e professores que se dedicaram nas pesquisas e produziram belos trabalhos sobre as Copas do Mundo e sua relação com sua realidade.



a coordenação

segunda-feira, 16 de junho de 2014

RUMO AO HEXA, BRASIL








RUMO AO HEXA, BRASIL.





              PROJETO COPA DO MUNDO, 

ESTUDANDO COM ESPORTIVIDADE 

E

 DEDICAÇÃO

Expectativas para Brasil e México

Jogo Brasil vs México 

Expectativas 

para a partida

 

Acontecerá no dia 17 de junho de 2014, terça-feira, às 16h, no estádio na cidade de Fortaleza, Castelão, pelo grupo A, o confronto entre a seleção brasileira e a seleção mexicana.
Essa partida na visão geral dos telespectadores e dos entendidos do futebol é tida como imperdível, haja vista que será mais um teste de força que a seleção brasileira enfrentará diante do futebol mexicano que está em grande ascensão no cenário mundial.
A seleção brasileira em sua segunda partida pelo Mundial de 2014 deverá passar por um pouco de dificuldade, principalmente no início da partida, haja vista que pelo fato de estar jogando em casa e, para a torcida, tem sempre a obrigação de vencer as partidas e convencer os torcedores demonstrando um futebol de qualidade e de alto nível.
A grande expectativa dos torcedores brasileiros está depositada na apresentação e no futebol do craque Neymar, maior astro da seleção no momento, uma vez que ele devolveu ao torcedor a magia que foi sinônimo de futebol brasileiro no passado, pois ele é um jogador atrevido capaz de dribles desconcertantes, bem como arrancadas fulminantes. Outro jogador que merece destaque é o meio campista Paulinho que é uma espécie de coringa do time por ter um fôlego extraordinário aplicado na boa marcação, bem como pela sua visão de jogo diferenciada.
Já a seleção mexicana, chegou no Mundial em meio de uma turbulência interna, devido ao fato de ter trocado de treinador por três vezes e o atual técnico, Miguel Herrera, ainda não ter um esquema tático definido. Contudo, esse treinador chegou e assumiu uma equipe com uma estruturada formada pela base que conquistou o ouro nas olimpíadas de Londres, apesar de a equipe não ter obtido bons resultados após essa conquista.
O certo é que esse confronto entre as duas seleções será um ótimo jogo para assistirmos, porque o treinador da seleção mexicana irá, sem dúvidas, querer extrair o máximo de seus jogadores, a fim de brigar pela segunda vaga no grupo.

Por Adriano Oliveira



Brasil vs M?xico
Foto: Divulgação

 

Copa do Mundo e eleições: 

5 grandes expectativas para o Brasil em 2014

 

O ano de 2014 vai colocar o Brasil em evidência no cenário internacional. Além de celebrar uma nova Copa do Mundo de futebol depois de 64 anos, o país vai passar por eleições majoritárias. Mais de 140 milhões de brasileiros, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, irão eleger um novo presidente, o seu vice, os governadores e vices de cada estado, além de deputados federais e senadores, também divididos por estados.
Em meio ao cenário pós manifestações de junho, o Congresso Nacional tem nas mãos a responsabilidade de aprovar um novo Marco Civil da Internet, que pode resultar tanto em mais privacidade e liberdade de expressão, quanto em mais poder para os provedores.
Aliado a isso, o governo brasileiro tem o desafio de recuperar a confiança internacional na economia, e mostrar que o país está de fato caminhando para se consolidar como uma grande potência.

1. Eleições majoritárias
Até o primeiro semestre de 2013, a corrida eleitoral para a Presidência da República parecia que seria um mero trâmite petista. Porém, os protestos que tomaram o Brasil na metade do ano sacudiram o cenário eleitoral. A presidente Dilma Rousseff recuperou sua popularidade, mas importantes aliados ainda não, como o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

A oposição também apresentará novidades. O PSDB, principal partido de oposição, vai lançar o senador mineiro Aécio Neves como candidato pela primeira vez. Em meio a isso, a chamada terceira via, representada pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), ganhou força com a adesão de Marina Silva. Nas últimas eleições, Marina foi apontada como a grande responsável por provocar um segundo turno ao amealhar cerca de 20% dos votos.

2. Copa do Mundo no país dos protestos

O Brasil vai sediar a Copa do Mundo pela primeira vez depois de 64 anos, mas o país entra no calendário de 2014 com obras atrasadas e inaugurações adiadas. Para recuperar a confiança da Fifa depois das mortes nas construções das arenas, o governo tem a difícil missão de fazer um torneio num país continental sem grandes incidentes.
A tarefa assume contornos ainda mais dramáticos, já que a população pressiona para que os gastos bilionários com o evento deixem um legado palpável além de estádios novos e reformados. Os jogos têm o potencial para atrair protestos massivos, assim como aconteceu na Copa das Confederações, quando mais de 100 mil pessoas marcharam em direção aos estádios.

No meio de tudo isso, o desempenho da seleção brasileira promete. Apesar de confrontar as favoritas Argentina, Alemanha e Espanha, o Brasil fez bonito ganhando a Copa das Confederações. Mas diante do cenário turbulento, a conquista do mundial pode acabar em segundo plano.

3. Marco Civil da Internet


Empurrado com a barriga pelo Congresso Nacional, o ano de 2014 deve ter mais discussões em torno do Marco Civil da Internet, espécie de Constituição para a web brasileira. Lobby das operadoras de telefonia, empresas de tecnologia e ativistas empurram a temas importantes como a neutralidade da rede de um lado para o outro.  

Em 2013, o assunto ganhou os holofotes em razão da revelação de que os EUA espionaram o Brasil. Os parlamentares arregaçaram as mangas, mas não cumpriram a promessa de consolidar a nova lei. Essa atenção já está amainada, o que deve tirar velocidade do processo legislativo.

4. A batata quente da economia


A presidente Dilma vai comparecer ao Fórum Econômico Mundial em janeiro, para falar aos investidores internacionais reunidos em Davos, na Suiça. O encontro é um termômetro para os rumos do capitalismo mundial. A mandatária deve reforçar os fundamentos da economia brasileira, como responsabilidade fiscal, para tentar retomar a confiança do mercado global. As manobras da chamada "contabilidade criativa" e solavancos em importantes indicadores econômicos brasileiros, como o Produto Interno Bruto (PIB) baixo, tiraram o entusiasmo dos estrangeiros no Brasil.
O PIB brasileiro não cresceu como o esperado pelo governo em 2013, com as últimas projeções do ano ficando em 2,3%, abaixo dos 2,5% estimados inicialmente. Para 2014, a previsão dos economistas é de 2%.
Em relação ao superávit primário, há um outro desafio. O próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, já admitiu que não será possível alcançar a meta de 2,1% do PIB para 2014. Apesar disso, ele espera que o resultado seja suficiente para manter em queda a relação entre dívida líquida e PIB.

A inflação é outra preocupação constante do Governo Federal. As últimas projeções de 2013 colocam o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 5,73%, bem acima do centro da meta estimada pela União, em 4,5%. Para 2014, o mercado projeta índices ainda mais elevados, de 5,98%.

5. Os cinco pactos de Dilma


Em junho de 2013, no auge das manifestações nas ruas brasileiras, a presidente Dilma Rousseff amenizou os ânimos com uma proposta de peso, feita em cadeia nacional de televisão. Os cinco pactos, como ela mesmo chamou, prometem dar um passo em direção a vária mudanças exigidas pelos manifestantes, na área de Educação, Impostos, Política, Saúde e Transportes.

Uma das principais propostas, a de realização de um plebiscito para a formação de uma Assembleia Constituinte, que por sua vez conduziria uma ampla reforma política, bateu de frente no muro de vários opositores. Juristas, políticos e especialistas argumentaram que não é necessária a formação de uma nova constituinte, com poderes ilimitados, para a realização de uma reforma no Congresso. A ideia do plebiscito como cerne da realização da reforma permaneceu, mas nem sinal da realização dele até então.

Já no pacto de responsabilidade fiscal e estabilidade da economia, o governo segue tentando fazer a sua parte, mas sem muito sucesso, já que a confiança dos investidores internacionais no país começa a sofrer abalos.

A presidente Dilma também pediu a prefeitos e governadores que acelerassem os investimentos em hospitais, unidades de pronto-atendimento. A contratação de médicos estrangeiros já é um passo em direção às melhorias no sistema de saúde, mas o governo tem ainda o desafio de enfrentar a ira dos médicos brasileiros e levar medicina de qualidade a cidades afastadas dos grandes centros urbanos.

No setor de transportes, principal alvo da insatisfação popular, Dilma prometeu o aporte de R$ 50 bilhões em projetos de mobilidade urbana. O dinheiro foi de fato destinado, como atestou a presidente. Mas  verba "destinada" é diferente de verba gasta e obra concluída. O governo ainda tem o desafio de atender a pelo menos cinco prefeituras, que já solicitaram o repasse de verbas para ajudar no setor.

E por fim, na área de Educação, pelo menos parte do plano foi cumprido. A presidente prometeu a destinação integral dos royalties do pré-sal para financiar melhorias no setor. Os parlamentares aprovaram 75%. Já o Plano Nacional de Educação, que prevê 10% do PIB para Educação em 2020 e deveria estar valendo desde 2011, está empacado no Congresso.



terça-feira, 10 de junho de 2014

CIENTISTAS EM AÇÃO

                                  
ALUNOS DE CÊNCIAS E SEUS EXPERIMENTOS, ALUNOS DA PRF. ELIZÂNIA

sábado, 7 de junho de 2014

Desafios no Ensino

DESAFIOS DO PROFESSOR DO ENSINO FUNDAMENTAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

Giuliana Cavalcanti Vasconcelos

Resumo


No contexto da sociedade da informação, a escola precisa aprender a
incorporar as linguagens do ciberespaço aos espaços de construção do saber tendo em vista o fortalecimento da cidadania. Para fundamentar os argumentos apresentados, além de uma análise bibliográfica, buscou-se uma investigação junto aos professores das escolas públicas da cidade de João Pessoa, Região Nordeste do Brasil, com o intuito de verificar como os docentes do Ensino Fundamental estão lidando com este processo. Percebeu-se que o professor da primeira fase do Ensino Fundamental é essencial como mobilizador de uma dinâmica de aprendizagem entrelaçada com a realidade informatizada. Na representação dos professores evidenciou-se que é preciso saber usar mecanicamente e compreender criticamente as ferramentas tecnológicas; é necessário atentar para o conteúdo veiculado através das informações, como ocorrem e quem as apreende. Deduziu-se que ao lado da alfabetização da leitura e da escrita está a alfabetização tecnológica como um meio de libertação da apropriação do outro. Também se relevou que a transformação efetiva do quadro atual de atuação do professor ocorrerá através de transformações nos investimentos científicos, políticos e públicos destinados à sua formação.


 Link do artigo completo
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quinta-feira, 5 de junho de 2014

visita do secretário de educação Marco Brandão em nossa escola


DECISÃO JUDICIAL EM PROL DA EDUCAÇÃO

Aluno processa professor por celular retirado em sala de aula e perde

Em sentença, juiz afirmou que país virou as costas para educação e culpa novelas e reality-shows

POR 
RIO - A polêmica do uso de celular em sala de aula chegou nos tribunais depois que um aluno processou o seu professor por ter tomado o aparelho no meio de uma aula. O episódio aconteceu em Tobias Barreto, no Sergipe, e teve a decisão do juiz Elieser Siqueira de Souza Junior a favor do docente. O magistrado aproveitou a sentença para criticar as novelas, reality-shows e a ostentação, considerados pelo magistrado como contra educação.

“Julgar procedente esta demanda é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os ‘realitys shows’, a ostentação, o ‘bullying‘ intelectivo, o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira”, afirmou o juiz.
A ação foi movida pelo aluno Thiago Anderson Souza, representado por sua mãe Silenilma Eunide Reis, que, segundo consta nos autos do processo, passou por “sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional” após ter o celular retirado peloprofessor Odilon Oliveira Neto. O estudante disse que apenas utilizava o aparelho para ver o horário. Porém, perante outras provas, o juiz não acreditou na versão de Thiago.

“Vemos que os elementos colhidos apontam para o fato de que o Autor não foi 'ver a hora'. O mesmo admitiu que o celular se encontrava com os fones de ouvido plugados e que, no momento em que o professor tomou o referido aparelho, desconectou os fones e... começou a tocar música”.

Em depoimento, o professor e a coordenadora do colégio afirmaram que não foi a primeira vez que o aluno foi chamado a atenção para o uso do aparelho em sala de aula. 
O juiz apontou que, para além da proibição do colégio, existem normas do Conselho Municipal de Educação que proíbem o uso do celular em sala de aula, exceto para atividades pedagógicas.
“Pode-se até entender que o Discente desconheça a legislação municipal sobre os direitos e deveres dos alunos em sala de aula. O que não se pode admitir é que um aluno desobedeça, reiteradamente, a um comando ordinário de um professor, como no
presente caso”, observa.
O juiz ainda aproveitou a execução para fazer uma análise sobre a educação do Brasil apontando que a mesma tornou-se uma espécie de “carma” para quem trabalha.
“No país que virou as costas para a Educação e que faz apologia ao hedonismo inconsequente, através de tantos expedientes alienantes, reverencio o verdadeiro herói nacional, que enfrenta todas as intempéries para exercer seu ‘múnus’ com altivez de caráter e senso sacerdotal: o Professor”, sentenciou.


GRIFO DA COORDENAÇÃO....

Informação para se refletir e tomar decisões a favor de uma educação de qualidade para nossos filhos e o devido repeito a nossos colegas prfessores, verdadeiros sacerdotes do saber e hérois em tempos hodiernos, em que campeia uma pseuda educação, que muitos querem que predominem a pedagogia do fingimento, " fingimos que ensinamos e nossos alunos fingem que aprendem. Parabéns meritissimo juiz por esta decisão.









FASE 2 PROJETO COPA DO MUNDO: PESQUISA E PREPARAÇÃO DOS TRABALHOS



ALUNOS DO 8º ANO E 9º ANO PRODUZINDO OS TRABALHOS PARA CULMINÂNCIA DO PROJETO

terça-feira, 3 de junho de 2014

GOSTO PELO ESTUDO


A alegria de estudar: dicas de como motivar seus alunos


   
              Parabéns galera da Leanes pelo sorriso em nossa escola.

O modelo de sala de aula tradicional já não funciona bem. Vivemos em um período de transição, onde muitos professores sentem dificuldade em atender às necessidades da nova geração. De forma mais clara, estamos mudando de um modelo centralizador para um modelo colaborativo de ensino. Os erros passam a ser um caminho para o acerto, e não o determinante entre o sucesso e o fracasso. A padronização do ensino é derrubada para dar espaço à personalização. Valorizaremos competências novas nos alunos, como o pensamento crítico, a empatia, a comunicação, a liderança, a ética, entre outras que são mundialmente conhecidas como competências do século 21.
O computador com um bom sistema educacional é uma ótima ferramenta para transformar a sala de aula em um verdadeiro antro da aprendizagem. Porém, existem outros meios de inovar e que podem ser feitos sem o uso do computador. Usando a gamificação, podemos implementar essas grandes mudanças na educação que tanto queremos ao mesmo tempo que motivamos os alunos.

Gamificação é um termo que começou a ganhar popularidade em 2010, mas que já é usado de diversas formas há vários anos. Trata-se da utilização de elementos e técnicas de jogos em contextos que não são jogos, com a finalidade de aumentar a motivação das pessoas envolvidas e resolver os problemas desse contexto. Evitem confundir jogos educacionais com gamificação. 

Introduções feitas, vamos ao que interessa.crédito lidomo / Fotolia.com4 práticas que levam alunos a aprender com alegria
Dica 1: Transforme as notas em conquistas

Notas são escalas que não dizem por si só se um aluno é ou não proficiente no assunto. Pode-se argumentar que uma média 7 delimita a aprovação e a caracterização da proficiência. Mas isso abre portas à interpretação de que a nota 6,5 é uma “quase proficiência”. Não queremos que os nossos alunos busquem uma nota, queremos que eles busquem a proficiência em si. A conquista dessa proficiência pode ser representada por uma medalha, carimbo ou estrela. O professor determina as conquistas a serem alcançadas e fornece instruções sobre como fazê-las, o que pode chamar de missões. Cada conquista deve ser atingível com atividades curtas.
Por exemplo, fazer uma lista de exercícios sobre o Tiradentes na aula de história pode ser a missão que tem como recompensa a medalha “Inconfidência Mineira”. Para conquistar a medalha “Movimentos Emancipacionistas”, o aluno deve conseguir um conjunto de medalhas, como a já falada da “Inconfidência Mineira”, ou da “Revolução Pernambucana”, entre outras. O professor seria o juiz que entrega os prêmios, mas pode até delegar a responsabilidade a alunos que conquistarem o direito. As conquistas, na verdade, devem coexistir com as notas tradicionais, mas são apresentadas no lugar das notas como uma forma mais motivadora de estudar.

Dica 2: Abra espaço para colaboração

O momento em que estamos fazendo uma prova é de pura concentração. É comum observar os estudantes comentando e compartilhando as respostas ao final da prova. Lamentamos cada erro cometido e desejamos voltar no tempo para corrigir – é, também fomos estudantes um dia.
Acontece que aprender com os erros é uma excelente prática. Não desperdicem este momento, professores. Façam o seguinte: cada aluno assina sua prova com um código que só ele e o professor conhecem. Realizada a avaliação, o professor corrige, mas marca nas provas apenas o número de erros e de acertos. Em outro momento, devolve as provas aos seus alunos, mas não para o dono. Nessa hora, cada um tem a chance de aumentar a nota de algum colega, identificando e corrigindo os erros. As regras sobre o peso da correção, a forma de correção, são determinadas pelo professor. Uma terceira chance da mesma atividade pode ser realizada, caso o professor queira. Imaginem só a alegria dos alunos em conseguir notas melhores ao mesmo tempo em que aprendem melhor sobre o assunto estudado!

Dica 3: Valorize competências e conhecimento no lugar de informação
Estudantes precisam muito mais de conhecimento do que de informação. A informação está disponível gratuitamente para qualquer pessoa com acesso à Internet. Assim, evitem passar para os alunos trabalhos que podem ser feitos com uma simples busca no Google. Para isso, tente envolver alguma das competências do século 21. A lista completa dessas competências pode ser encontrada em matéria do Porvir.
Por exemplo, em uma aula de geometria, o professor pode pedir aos alunos que construam, em grupo, alguma peça em madeira que use os conceitos aprendidos em classe. Ou que os alunos de história montem grupos e desafiem outros grupos com perguntas sobre o assunto estudado. Uma simples tarefa de pesquisa tem muito mais valor quando se limita o tamanho dos textos a serem entregues, obrigando o aluno a ler e entender sobre o assunto, para então conseguir resumi-lo.

Dica 4: Iintroduza o elemento surpresa na aula
É certo pensar que as regras para aprovação em uma sala de aula devem ser claras e iguais a todos. Porém, o professor, como educador, pode modelar o sistema com o objetivo de melhorar a motivação e o aprendizado dos seus alunos, desde que não prejudique ninguém com essas surpresas. O sentimento de que, a qualquer momento, dependendo da sorte, podemos ser recompensados de alguma forma, faz qualquer ser humano ficar mais atento no seu ambiente. Esse elemento de surpresa e sorte pode parecer completamente aleatório para o estudante, mas não precisa ser tão aleatório na perspectiva do professor. Ninguém precisa saber que o professor deu uma mãozinha ao aluno que ele acha que precisa de mais motivação, não é verdade? Vejam alguns exemplos:
Chocolate surpresa: Fim de aula, o professor sorteia um aluno. Esse aluno ganha um papel com uma pergunta escrita. Caso responda a essa pergunta na hora, ele ganhará dois chocolates. Se levar para casa e devolver respondida, ganha apenas um chocolate.
Convidado Especial: Levar um convidado especial para ajudar na aula. Pode ser um engenheiro civil falando sobre como a matemática é usada no seu trabalho diário. Ou levando um cachorro de estimação para ilustrar a aula de biologia dos mamíferos.
Obviamente, não há respostas fáceis ou simples para os desafios que a educação enfrenta. A única certeza, porém, é que precisamos enfrentá-los de mente aberta, sempre prontos a tentar algo novo e aprender rapidamente. Essas dicas vão nesse sentido.

 Por Blog do QMágico

segunda-feira, 2 de junho de 2014

PRIMEIRA CRÔNICA "ESCREVENDO O FUTURO" - Bar doce bar

Bar doce bar

O dia é incansável e não termina. O sol ainda resiste e tinge de vermelho os olhos de quem ficou no boteco o dia todo. O bar está cheio de homens, a maioria maduros ou apenas envelhecidos. Uma criança passa, compra duas balinhas e vai embora. Mulheres só passam o olho lá dentro e quase nunca entram. Para os bêbados de plantão tudo é normal e sempre igual.

Não sei se são notados. Penso que só por alguns. Há aqueles que os cumprimentam. As pessoas se acostumam a vê-los sempre ali, cartas marcadas, vidas marcadas. São os ex. Ex-maridos, ex-alunos, ex-trabalhadores. Agora são exilados e se tornaram excluídos.

No passeio está o Tesourão, o cachorro que fez da rua sua moradia. O bêbado, o cão, rumos perdidos e solidão.

Nossos bares... Neles os amigos se encontram, jogam conversa fora. É onde uma mãe passa e compra um lanche para o filho. Onde o retireiro toma um café fresco e saboreia um pastel quentinho.

Na praça histórica da pequena cidade os bancos estão ocupados. São funcionários públicos, lavadores, balconistas. São comerciantes, artesãos, pedreiros, motoristas. O dono da Sinuca, o bar mais antigo, enquanto vende, vai instruindo os fregueses a desenrolar papéis: INSS, inventários, exames médicos. Às vezes ganha um frango em troca. Outras, um muito obrigado. E sempre amizades. Se chega um forasteiro, dá dicas dos pontos turísticos. É um guia no balcão.

No bar do Dirceu, os aperitivos acompanham os desabafos dos bêbados. As rodas de viola dão o tom para o sol se esconder de mansinho e dar lugar à lua tímida. Especial, especiaria, som saboroso para o fim do dia.

No outro bar, o balconista é ouvido por toda a praça. Daniel, voz estrondosa. Deve ser por isso que eu também falo alto, herança dele, meu pai. Aquele jogo clássico reúne homens que cercam o balcão. Estão ansiosos demais para se sentarem. Tudo é discutido, desde o gramado sintético até o gol irregular. As cadeiras esperam pacientes para o carteado. Aconchegante, relaxante cantinho.

Cada boteco tem sua personalidade, seu carisma. Mas em dia de procissão todos eles cerram suas portas pedindo bênção ao santo. Com respeito, as pessoas enfeitam as janelas de suas casas e a banda de música embala a legião de fiéis. É bonito ver como o povo participa.

Nos bares o espaço é democrático. É onde as ideias de todo mundo são apresentadas e jogadas a todos os ouvidos. Em volta de uma mesa, todo assunto se resolve: os problemas do mundo e tudo o mais. É a filosofia do botequim. Estamos falando de uma tribuna popular. Quer debater? Pode ir lá. É política, futebol, bipolaridades. Ali é prestado serviço de comunicação: à boca pequena todos ficam por dentro das novidades. Quem chegou, quem partiu, morreu, brigou ou separou. Também eu deixo meu rastro marcado e vou a um
desses bares, apanho o meu Folha das Vertentes e, a passos largos, volto para casa para ler a coluna do cronista, este “poeta do cotidiano”.

O dia se vai assim e as portas só fecham depois de toda a cidade, tão calma, ter adormecido. E a rotina faz dali a segunda casa de muitos homens. Bar doce bar. Ele exerce papel fundamental na cidadezinha. Nele todos se tornam iguais e se unem para poder suportar a rotina do ilusório.


Aluna: Sara Viviane Almeida de Oliveira
Professora: Kaline Shirley da Silva Nascimento
Escola: E. E. Tarcísio Maia; Cidade: Pau dos Ferros – RN




Eu, tu , ele e nós

Não diria que esse fato é comum apenas onde moro, porque não é. Mas, em meio a essa euforia ufanista e ao otimismo em que nosso país se encontra, diria que as pessoas preferem vendar seus próprios olhos para não vê-los em qualquer lugar: tentar mantê-los, de alguma forma, escondidos em becos tétricos; ignorá-los até é muito comum. Eles não parecem importantes, mas estão sempre lá, quer você os veja, quer não.

Eu particularmente prefiro não ir a festas. Parece-me um mundo à parte comandado pelo nosso mundo, e essa junção me aterroriza. Na ocasião a que me refiro, porém, estava eu na feira promovida pelo município para comemorar sua emancipação política, a Finecap. Não me orgulho de dizer-lhes isso, mas aquela foi a primeira vez que eu notei que eles existiam. Certamente, muitos deviam ter percebido antes de mim, mas em uma festa tão importante quem se importaria com eles? A noite seria longa para todos... Para eles, principalmente.

Estava eu em uma barraquinha de sorvetes que ficava no centro da feira, próximo ao palco. Meus pais pediram uma pizza, um sorvete para mim e minha irmã, pizza novamente, mas para meu avô. Sentei em uma cadeira de ferro dobrável próxima a uma mesa amarela, já meio enferrujada, de modo que ficasse de frente para as pessoas. O vento começava a ficar frio com a chegada das altas horas, porém mais e mais pessoas chegavam conforme os
ponteiros do meu relógio avançavam. Alguns olhavam os estandes, outros, como eu, ficavam com a família em barracas de lanche, enquanto a grande maioria esperava a chegada das bandas que iriam tocar. É sempre assim. Ninguém vem pelos eventos culturais, apenas para dançar até o dia seguinte.

Enquanto tomava meu sorvete e minha família conversava, passei a observar o ir e vir incansável das pessoas. Eram muito diferentes, percebia-se logo; entretanto, estavam todos vestidos com o mais apurado esmero; compraram perfumes franceses especialmente para a ocasião. Meninas de chapinha e de jeans muito justos, maquiagem e sempre alguma bijuteria. Os garotos passavam conversando, com seus cabelos moicanos reluzentes pelo gel, exibindo seus tênis novos em folha. Crianças com suas roupinhas infantis recém-compradas diante da aglomeração e dos vendedores de pulseiras brilhantes, sempre de mãos dadas firmemente com seus pais. Os adultos, também elegantes, esbarravam vez por outra neles, os únicos com roupas gastas e desbotadas. Não pediam desculpas. Seguiam em frente como se não valesse a pena olhar para trás, ou mesmo para a raquítica mão estendida que pedia tantas vezes uma moeda.
Os garotos magrinhos passavam carregando sacolas repletas de latinhas de alumínio que amassavam com os pés. A tez morena era quase unânime, variando bastante nos tons. Os cabelos negros, despenteados e malcuidados, balançavam ao vento por precisarem já de corte. Alguns usavam sandálias visivelmente velhas e desgastadas. Muitos andavam de pés descalços. Carregavam no olhar inquieto contraste: a esperteza que eram obrigados a ter para sobreviver e, ao mesmo tempo, temor.

Eles eram muitos, por toda parte. Anônimos em meio a tanto garbo, procuravam meios de superar suas não poucas dificuldades, em silêncio. Não reclamavam de parecerem invisíveis.

Voltei a mim quando minha mãe me chamou para irmos assistir ao show. Percebi que o sorvete acabou derretendo. Não importava. Nesse momento, a minha venda acabara de cair, e se manteria assim desde que o espectro do egoísmo não voltasse a reatá-la.

Lembro-me de que no dia seguinte falei sobre todos eles a quem eu conhecia, para que também suas vendas caíssem e passassem a valorizar a existência desses que por aí vivem como se não fossem também parte de nós. Talvez, se o fantasma do egocentrismo voltar a assombrá-los, terão para combatê-lo uma certa luz denominada solidariedade, que orientaria não só eles, mas você, eu, nós.

Aluna: Caroline de Farias Couto da Silva
Professor: José Moacir Fortes Saraiva
Escola: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia; Cidade: Valença – BA

O afago inesperado

Estava sentada havia horas no banco desconfortável da Praça da República, centro de Valença, pertinho da Rua Deocleciano Gomes, onde moro. Nada me chamava a atenção. Apenas o cansaço e o sono me tomavam. Três semanas de avaliações e trabalhos escolares esculpidos na minha postura encurvada e no meu olhar caído. De súbito, o som de buzinas me fez despertar para um engarrafamento que estava acontecendo na minha frente; nada incomum: uma fileira de carros de variadas cores e diversos modelos, novos e velhos, motoristas estressados e impacientes.

Já voltando a abaixar o olhar, um garoto passa correndo em direção à rua. Passaria despercebido por mim, como tantos outros, jeito malandro, roupas velhas, pouca idade (entre oito e dez anos) e uma caixa que trazia nas mãos. Contudo, não foi assim dessa vez. Minha curiosidade feminina foi aguçada e me fez observar o que faria ele indo em direção aos carros. Parou ao lado de um veículo prata e fez sinal para que abaixassem o vidro fumê. De imediato pensei que se tratasse de um assalto, mas logo desisti da ideia, pois havia
muita gente no local e era apenas uma criança.

A realidade é que a infância está bem mais curta em nosso país, principalmente para os mais pobres. Na minha cidade esse triste fato pode ser fotografado nas ruas. Mas ainda custa admitir e aceitar isso. Bom, no carro, uma senhora aparentando mais ou menos sessenta anos, aparência cativadora e rosto bondoso, perguntou com tranquilidade o que ele desejava. O garoto abriu jeitosamente a caixa e mostrou-lhe. Curiosa, me perguntei: “O que
há ali dentro?” Estiquei-me um pouco e vi balas, jujubas e pirulitos. A senhora, como eu, fez uma expressão de agrado, deixando o garoto animado. Entregou algumas moedas a ele, pegou umas balas e, num gesto amável, alisou os cabelos enrolados, curtos e pretos do menino.

Nesse momento, ele parecia estar no melhor de todos os lugares. Fui contagiada por aquela sensação. Em seguida, ela fechou o vidro. O menino ainda estava parado e feliz quando foi despertado por uma garotinha, também com uma caixa na mão, que o impeliu
a continuar o trabalho. Como saindo de um sonho, o menino seguiu para o próximo carro no qual havia uma jovem. Ao ver os doces, ela afirmou não ter dinheiro. Nesse momento a surpresa: ”Então você passa a mão na minha cabeça?”, perguntou o garoto.

A jovem ficou espantada. Novamente sons de buzinas. Ela deveria seguir, pois o semáforo deu passagem. A moça partiu. Foi-se também o menino. Ficou em mim a emoção e a consciência da carência afetiva dos meninos do lugar onde moro, meninos que, apesar de trabalharem o dia inteiro sem garantia de dinheiro, não passam horas sentados, lamentando cansaço e sono, como eu. Nesse dia aprendi que sou dramática.

Aluno: Ericles da Silva Santos
Professor: Luciano Acciole Gomes
Escola: E. M. Vereador João Prado; Cidade: Japaratuba – SE

A pipa, o Bispo e o Azul

Ouvi barulho e vozes crescentes, um zum-zum-zum empesteava o assentamento onde moro. Quanto mais pedalava, mais me embrenhava num corre-corre alucinado: meninos, mulheres, todos corriam para a frente do barracão. Que enxame é esse? Que cabrunco está acontecendo?

Era o Pipa! De novo o Pipa? Dessa vez ele tinha ido longe demais. Estava no alto do pau de sebo, quase pendurado no topo. Aquele mastro tinha sido colocado ali dois dias antes. A festa ia acontecer no final de semana: algodão-doce, corrida de ovo e pau de sebo.

“Desce daí, seu doido!” Uns jogavam areia, pedras...

O Pipa era mestre na arte de fazer papagaio. Quando não estava na roça ajudando os pais, estava viajando nas asas das pipas. Ele se isolava. Dizia que gostava da solidão. Solidão a três: ele, a pipa e a imaginação... Logo eram seis e depois eram muitos...

Era diferente. Era mesmo feio. Chamava-o de louco. Particularmente, ele tinha algo que me fascinava. Vez em quando soltava um sorriso azul.

O artista de caçar passarinho e criar pipas estudava comigo, e na mesma sala. Outro dia, na escola, o professor falou do filho mais ilustre da nossa cidade: Arthur Bispo do Rosário. Um misto de desapego e curiosidade tomou conta da turma. Pipa foi um dos que deram uma chance ao professor. Ouviu tudo atentamente. O professor falou da importância de a gente incorporar o Bispo como elemento nosso. Ele lhe disse que somos conterrâneos do homem e desconhecíamos sua obra, o seu valor, a sua história. “As pessoas passam pela estátua do Bispo, na entrada da cidade, e falam mal, e como falam mal: louco, preto, feio e pobre”.

Então ele nos pediu que acrescentássemos a palavra “gênio”.

— Gênio?

Aí o Pipa gritou: “Louco, preto, feio, pobre e gênio!” E riu! Riu tanto que tumultuou a aula. Subiu na carteira e foi só presepada, muganga. Imitava o Bispo do Rosário, com altas doses de esquizofrenia.

“Quer levar um sopapo, menino? Está ficando mais besta ainda. Deve ser a escola!
Já disse que Jamerson nunca foi bom da cabeça. E está piorando!”, gritava o pai, meio desesperado.

“Não ligo, não! Sei que não sou gênio, mas sinto dentro de mim que sou diferente, que vejo muito diferente dos meus irmãos. Eles não me perdoam por isso. Só minha mãe. Ela é a minha Nossa Senhora, sempre generosa.”

“Desce daí, meu filho! Você vai acabar matando sua mãe! Gente, ajude aí! Meu Pipa é sonâmbulo. Ele está é dormindo.”

Quando me viu no meio da multidão, fez cara de súplica. Não me fiz de rogado! Joguei a bicicleta e desbravei aquele pau de sebo. Não tive dificuldade. Aquele mastro já me conhecia. Agarrei o meu amigo pela cintura, a multidão uivou, berrou, decepcionada.

Parecia um anjo de olhos cerrados. Tremia os lábios, soltava gaitados. Na mão esquerda uma pipa azul. Resmungou. Abraçou-me. “Quem é que está aí? Qual é a cor da minha aura?”



Aluno: Gabriel Batista da Silva
Professora: Maria Inês Resende
Escola: E. M. Crispim Bias Fortes • Cidade: Barbacena – MG

A quadra velha

Aqui no lugar onde vivo não tem cinema, lan house, discoteca... aqui tem cavalo, rio, cachoeira, gente que conta histórias... E, acima de tudo, aqui tem uma quadra. Uma quadra velha. Velha e pequena, só tem espaço para seis jogadores de cada lado. Uma quadra velha e pequena onde cabe inteira a nossa imensa alegria.

Ali a bola rola, enrola, rebola, embola, solta, samba, sapateia... Ali vale tocar a bola de chuteira, de chinelo ou de pé no chão. Ali vale jogar menino, menina, velho, magrela e gordão. Vale entrar de sola, de carrinho e até de bicão. Vale arrebentar o joelho, arrancar a ponta do dedão... tem gol contra, bola murcha e bola fora.

O que importa é que quando a bola rola na quadra velha o mundo para. As árvores e as casas espiam. As pessoas que passam pela estrada de terra não resistem, param, assoviam, batem palmas. Os moleques perdem a hora que se perde no tempo. Cada pai vê em seu filho o grande craque e sonha com seu menino na seleção. Quem sabe 2014...

Ali, na quadra velha e pequena, adormece a tristeza, o cansaço, a desilusão... ali os homens se esquecem dos calos, das dívidas, das dores... ali os meninos são magos, são livres, são pássaros: transcendem, voam... Ali não tem zero, não tem senão. Só tem bola no chão. Ali eles são uma bandeira verde e amarela hasteada no sertão.

Isso, até que chega a noite escura e sombria. Ela, revestida de negro, faz arriar o sonho, despe a fantasia, cala a poesia.

Amanhã tem trabalho, tem escola. Dói o calo, o joelho incha, o moleque chora. E a quadra fica de fato velha e pequena. Fica ali, triste, silenciosa, no escuro. Fica ali à espera de que os meninos voltem logo e ressuscitem o momento mágico.